Cabeça de Crente

Por uma vida Cristã guiada pela Palavra de Deus, não por palavras humanas.

09/02/2010

Pergunte a vontade.



Um post rápido só pra avisar que agora estou no Formspring. Se quiserem saber mais sobre as minhas idéias malucas é so acessar:

http://www.formspring.me/loucomartins


Martins

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Nos últimos dias venho lendo alguns textos que falam sobre as famosas regras impostas sobre o que o cristão pode ou não fazer.
E algo me chamou a atenção nesses textos não está nos textos em si, mas nos comentários. Esse algo é um pequeno versículo, citado sempre que tratamos dos “pode não pode” do povo evangélico brasileiro. Um versículo citado com uma hipocrisia sem tamanho:

“...antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.”
Romanos 14:13

Não vou me ater aqui novamente a interpretação de versículos soltos nem criar uma batalha de versículos desconexos para defender meu ponto de vista. Bastaria eu citar a primeira parte do versículo para devolver uma possível acusação, dizendo que o irmão está sendo incoerente ao citar o versículo, pois estaria julgando; ou citaria o versículo seguinte que afirma que nada é impuro por si só. Mas os amigos que acompanham esse blog sabem que este não é o meu estilo: eu não debato frases, debato idéias.

Lendo o capítulo como um todo, vemos uma firme exortação sobre não deixarmos nossos hábitos se tornarem pedra de tropeço para os outros. Devemos sim cuidar uns dos outros, mas a Bíblia não nos instrui em momento algum a vivermos reféns da ignorância alheia. É interessante nos policiarmos para não impedir o crescimento espiritual do próximo, mas melhor ainda é ensinar, melhor é ajudar os outros a não verem impurezas onde essas não existem.

Música, filmes, livros... Tudo isso é colocado e catalogado em cartilhas de: pode-não-pode. Eu, sinceramente, não dou a mínima pra essas cartilhas; procuro viver o que Cristo ensinou, independente do que os outros vão pensar. Porque a sociedade é cíclica: hoje não pode, amanhã está liberado; hoje é pecado, amanhã é algo comum.

Vivendo fora das cartilhas gospel, me liberto dos estereótipos e vivo minha vida permitindo que Cristo viva através de mim. Se for preciso escandalizarei a todos, mas sem os fazer tropeçar.

Causando escândalos,
Martins

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Graças ao Twitter, comecei a acompanhar o Diário de uma Corte, um conto muito interessante que está sendo escrito pela @Batizada em seu blog Meu Milagre. A estória ainda está em seu início, mas já promete ser extremamente interessante, por abordar a vida de uma adolescente sem os clichês que estamos acostumados nas leituras gospel comuns. A estória é contada do ponto de vista da adolescente, mostrando abertamente seus pensamentos, medos e anseios.
 
Mas não vou ficar aqui contando a estória. Se quiser saber mais acesse o blog Meu Milagre e acompanhe a estória de perto. Quero falar aqui de alguns detalhes não muito agradáveis do dia a dia na igreja que muitas vezes passam despercebidos por nós, seja por causa do costume com tais fatos ou por puro comodismo.

Como a abordagem da autora não está presa a falsos moralismos, ela faz despontar na narrativa alguns fatos que poderiam até mesmo passar como normais por algumas pessoas, visto que estamos muito acostumados com eles, mas que chamaram muito a minha atenção:

A pregação usada como mural de recados.

"Já estou vendo meu pai no culto de domingo avisando que os líderes não podem ficar faltando essas reuniões por causa de chuva. Como sempre, lá vem sermão…"

É incrivelmente assustador o número de vezes em que vemos a pregação, que deveria ser o compartilhamento do conhecimento acerca das coisas de Deus, ser usado para chamar a atenção de alguns sobre temas pontuais. Algumas pessoas parecem acreditar que constranger as pessoas tratando de seus assuntos muitas vezes pessoais daquele lugar a um metro acima dos outros é mais eficaz que uma conversa franca e direta.

É como se acreditassem que ao subir no altar fossem dotados de poderes especiais e imunidade total, permitindo que falem (velada ou até mesmo abertamente) dos erros de membros da congregação e isso se torne a coisa mais normal do mundo.

Se alguns faltam a uma reunião, o assunto da pregação é o compromisso.
Se o caixa da igreja anda mal, fala-se exaustivamente de dízimos e ofertas.
Se aparece uma fofoca sobre a vida de algum membro o acusando dos considerados "pecados da carne", santidade será o próximo assunto do púlpito.

E isso é quando não surgem comentários diretos, causando extremo constrangimento aos envolvidos.

Esquecem da riqueza das relações pessoais, da eficácia de uma conversa franca, direta e reservada. E quando isso se torna uma constante na congregação, as pregações perdem seu sentido e passam a ser apenas um meio prático de manobra do rebanho na direção mais conveniente par os que lideram.

O controle toma o lugar da confiança

"na mesma hora ele ligou para o Joel, o líder dos jovens da minha igreja, e falou que ele deveria ir já que muitos adolescentes do grupo iriam"

Entendo perfeitamente a preocupação de um pai (que no caso citado é também o pastor) com sua filha, entendo que ele quer que os adolescentes de sua igreja tenham um acompanhamento em suas vidas. Mas o que não entendo é quando esse acompanhamento se torna uma forma de rédea na vida das pessoas. Eu acredito firmemente que educar é melhor que controlar, acredito que quando adolescentes são submetidos a um monitoramento intenso de tudo o que fazem eles sentem como se as pessoas não acreditassem neles, e isso os impede de amadurecer essa relação de confiança com seus pais e líderes. Lembrando também que essa presença constante de uma figura de controle impede com que os adolescentes conversem mais abertamente entre si e criem laços verdadeiros de amizade e confiança, porque convenhamos: não é sobre tudo que um adolescente se sente a vontade para falar com uma figura de autoridade, nesses assuntos eles recorrem à amizade.

Isso me fez lembrar um fato que ocorreu comigo:

Certa vez (eu tinha uns 18 a 19 anos) estávamos eu e um grupo de amigos, da igreja, jogando sinuca em certo bar aqui na cidade. Poucos dias depois chega perto da minha mãe uma "irmã" da igreja e é travado o seguinte diálogo:
- Seu filho e os amigos foram vistos no bar tal jogando sinuca e enchendo a cara.
- Que ele estava em um bar: eu não duvido. Jogando sinuca? Eu tenho certeza que estava. Mas se embriagando? Com certeza não.
- Mas como você pode falar isso se você não viu?
- Eu conheço o filho que criei.


Isso foi o fim da discussão. Contra uma relação recíproca de confiança não existem armas.

O medo do adolescente em não corresponder aos padrões impostos

"mas comigo a pressão é maior afinal sou a filha do pastor."

O padrão religioso evangélico atual cria vários modelos nos quais as pessoas, incluindo os jovens e adolescentes, precisam se enquadrar. Não é só os que vivem uma relação de parentesco com os líderes, como nossa protagonista, que sofrem isso. A pressão para se adequar a regras que muitas vezes nem mesmo se entendem é um peso muito grande para se carregar.

Tenta-se limitar o comportamento das pessoas as impedindo de certas coisas em uma busca inútil de blindá-la dos acontecimento ditos seculares. Mas como já disse: essa busca é inútil. Invariavelmente pessoas cometerão erros, isso está enraizado em nossa natureza e é essencial para nosso amadurecimento. Porém como sentem medo de não se encaixar no padrão imposto, ao errar essas pessoas simplesmente escondem seus erros com medo do julgamento dos outros. E, sozinhos, não conseguem aprender com os próprios erros.

Não estou aqui defendendo a anarquia religiosa. Não estou dizendo que pessoas devem ser educadas sem regras. Estou dizendo sim, que regras devem ser entendidas e aceitas, não impostas.

Nossas vidas são moldadas por diversos paradigmas, e na maioria das vezes eles não são ruins. Porém devemos sempre questioná-los, pois só CONHECENDO a verdade é que ela irá nos libertar.

Por hora, paro por aqui. Mas use o espaço dos comentários e diga você também quais comportamentos ditos normais você considera nocivos.

Vivendo, errando e aprendendo,
Martins

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Um dos primeiros assuntos do qual falei nesse blog foi música. E esse é um assunto que jamais se esgota devido a imaturidade cultural de muitos. Não quero aqui me apresentar como um grande detentor de conhecimeto cultural, até porque ainda não vivi o bastante para tal.

Mas isso não me impede de falar sobre o empobrecimento cultural dessa geração que como falei no Twitter quer colocar no mesmo balaio Cartola e MC Créu.

E o pior é que essa imaturidade cultural vem se transformando em imbecilidade teológica.

Não pretendo falar diretamente sobre o funk, assunto tão em voga nesses dias. Sobre esse assunto a Ruth de Aquino já escreveu com maestria.

Quero apenas falar um pouco sobre os rótulos com que tentam o tempo todo nos limitar e manipular.

Tem algumas frases que ouço com bastante frequência quando as pessoas se deparam com o tipo de música que costumo ouvir.
Algumas costumam vir dos "irmãos", crentes, cuja única opinão que possuem sobre tudo é aquela que adquiriram por osmose televisiva dos ditos líderes evangélicos. Destes costumo ouvir coisas do tipo:

"Mas isso é música de crente?"

"Essa aí vai tocar no louvor domingo?"

Para esses tenho a dizer que, para mim, música só se divide em dois grupos: boa e ruim.

Prefiro a sabedoria e poesia de Cartola:
"Amanhã,
A tristeza vai transformar-se em alegria,
E o sol vai brilhar no céu de um novo dia,
Vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade,
Peito aberto,
Cara ao sol da felicidade."

Do que muito do que é cantado por alguns "irmãos":
"O lango lango boca mole
Foi falar mal do pastor
Deus mandou fogo do céu
E a batatinha dele assou"

Já outros argumentam que eu costumo ouvir "música de velho". Com esses não adianta muito argumentar, não é muito produtivo falar sobre cultura com pessoas que só ouvem as musiquinhas que tocam no rádio e nos potentes auto-falantes automotivos. Aos caros apreciadores dos MC's e das "bandas de franja", devo dizer apenas que o que é bom não fica ultrapassado. É como disse certa vez um personagem de um dos seriados que assisto: "Você não diz que O Poderoso Chefão é um filme velho, você diz que é um clássico."

Há também que se dizer aos "antenados jovens" que recebo como um grande elogio o fato de ser chamado de velho pois, parafraseando o poeta, eu sinto saudades do que não vi. Saudades cega de um tempo em que música era poesia cantada, em que apologia a drogas e crimes era também um crime, um tempo em que insinuações e descrições de atos sexuais não eram vistos como cultura.


Mas espero que meus contemporâneos possam vir a entender melhor a beleza que é a arte verdadeira, pois como disse o poeta do samba:
"...sei que não é vã, a cor da esperança,
A esperança do amanhã."
Cartola


Um velho de 22 anos,
Martins

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Leiam direto na fonte:

Marco Feliciano ameaça Genizah de Processo! Sério!

Depois do Marketing Gospel pode-esperar de tudo.

Eu pagaria pra ver essa pendenga na justiça.


Antes que pensem mal de minha pessoa:
Não, eu não pagaria R$7,00 na meia noite.


Martins

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“Enquanto você dormia ontem, 30000 crianças morreram de fome ou de doenças relacionadas a má nutrição. E mais, a maioria de vocês nunca ajudaram em merda nenhuma. E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito “merda” do que com a notícia de que 30000 crianças morreram de fome na última noite.”
Tony Campolo

Mais uma música genial de Derek Webb. Essa música nos desafia a pensar sobre nossas prioridades enquanto cristãos.


Derek Webb: What Matters More (Stockholm Syndrome)



What Matters More
O que importa mais?


You say you always treat people like you like to be
Você diz que sempre trata as pessoas do jeito que você gostaria de ser tratado
I guess you love being hated for your sexuality
Eu acho que você gosta de ser odiado pela sua sexualidade
You love when people put words in your mouth
Você adora quando as pessoas colocam palavras na sua boca
‘Bout what you believe, make you sound like a freak
Dizendo que aquilo em que você acredita, te faz parecer um louco

‘Cause if you really believe what you say you believe
Mas se você realmente cresse naquilo que você diz acreditar
You wouldn’t be so damn reckless with the words you speak
Você não seria tão imprudente com as suas palavras
Wouldn’t silently conceal when the liars speak
Não ficaria em silêncio enquanto os mentirosos falam
Denyin’ all the dyin’ of the remedy
Negando-lhes o amargor do remédio

Tell me, brother, what matters more to you?
Diga-me, irmão, o que é mais importante para você?
Tell me, sister, what matters more to you?
Diga-me, irmã, o que é mais importante para você?

If I can tell what’s in your heart by what comes out of your mouth
Se fosse dizer o que está no teu coração, por meio daquilo que sai da sua boca
Then it sure looks to me like being straight is all it’s about
Tudo se resumiria a ser heterossexual
It looks like being hated for all the wrong things
E como se tornar odiado por todas as coisas erradas
Like chasin’ the wind while the pendulum swings
É como correr atrás do vento, enquanto o pêndulo oscila

Cause we can talk and debate until we’re blue in the face
Porque nós podemos falar e debater até explodir de raiva
About the language and tradition that he’s comin’ to save
Sobre o discurso e a tradição de que ele virá para salvar
Meanwhile we sit just like we don’t give a shit
Entretanto, enquanto ficamos parados assim, não fazemos merda nenhuma
About 50,000 people who are dyin’ today
E cerca de 50.000 pessoas morreram hoje

Tell me, brother, what matters more to you?
Diga-me, irmão, o que é mais importante para você?
Tell me, sister, what matters more to you?
Diga-me, irmã, o que é mais importante para você?


E para você? O que é importante?
Martins

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Acabei de ler um post na Livraria do Thiago que me fez refletir o quanto as pessoas, incluindo eu, são medíocres.

Inundamos nossas vidas de leis e regras que nos forçam a fazer aquilo que deveria estar no âmago do nosso ser.

Nos tornamos seres infinitamente pequenos ao limitarmos nossa humanidade a regras de conduta por não sermos capazes de ser, no mínimo, aquilo que julgamos ser.


"Não me ensine sobre política e governo, diga-me apenas em quem votar
Não me ensine sobre moderação e liberdade, prefiro o suco de uva”


Derek Webb – A New Law com Legendas em Português


Pregamos o tempo todo sobre a liberdade que recebemos quando passamos a viver com Cristo, mas acabamos por nos enclausurar em regras criadas por nós mesmos. E o pior de tudo isso é que não posso simplesmente dizer que viveríamos melhor sem tantas limitações. Porque infelizmente nos tornamos dependentes delas, ainda não somos capazes de vivermos de maneira, digamos, cristã "apenas" com nossa própria moralidade.

E como comentei no texto do Thiago: me sinto infinitamente pequeno por saber que faço parte de um povo que precisa de tantas regras e leis que nos forçam a fazer aquilo que deveríamos fazer pela força do nosso próprio caráter.

Martins

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18/07/2009

Somos estúpidos


No inicio da tarde recebo uma notícia de morte. O implacável destino de todos pode vir a bater na porta de qualquer um a qualquer momento. Nesse momento vejo o quanto somos pequenos e frágeis, e também o quanto somos estúpidos.

Estúpidos por não percebermos a grandiosidade da vida, e nossa pequenez diante dela.

Estúpidos pois nos cercamos de religiosidade enquanto deveríamos cercar as pessoas de amor.

Estúpidos por perdemos nosso tempo querendo ser melhores e maiores que os outros.

Estúpidos por nada sabemos, mas queremos ser doutores do tudo.

Estúpidos por nos perdemos em nosso próprio discurso e nada praticarmos.

Estúpidos pois enquanto almas perecem, olhamos inertes pela janela da vida.

Estúpidos...

Me sentindo um estúpido,
Martins

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Quero pedir desculpas aos estimados leitores pelo abandono que esse espaço sofreu nas ultimas semanas.

No mais vamos reaquecer os motores da mente porque as idéias continuam florescendo e as dúvidas continuam brotando como erva daninha. Mas a certeza de que o que Deus tem para seus filhos é algo muito além desse evangelho comercial que vemos por ai... Essa certeza está cada vez mais forte.

Mas chega de ladainha em vamos ao que interessa. Vamos fazer perguntas. Até porque acredito que as perguntas que faço são mais uteis a vocês do que as respostas que tento dar.

Para irem refletindo:

1- Porque nós, protestantes, temos mania de separar tudo em nossas vidas em "secular" e "gospel"? Qual a utilidade disso?
2 - Pegando um gancho da pergunta anterior: Será que Deus nos chamou para servir a ele em apenas algumas partes de nossas vidas?
3 - O que é sagrado?
4 - O que é profano?
5 - Sua carteira vale mais pra Deus do que seu coração?
6 - Porque tantos que se dizem crentes se preocupam muito mais com a "salvação" alheia do que com a própria vida diante de Deus?
7 - Porque muitos crentes acham que só quem é cristão (e evangélico) pode ser uma pessoa honesta e decente?


Até o fim desse mês voltaremos a programação normal.

Abraço,
Martins

Por favor, respondam nos comentários.
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Acabo de chegar em casa e me deparo com meu exemplar Cristianismo Criativo? de Steve Turner. Depois de tanto ler sobre esse livro, resolvi comprar e logo no inicio da leitura já começo a me identificar com as idéias do autor.

Para começar eis um trecho que acabei de publicar no Livros só mudam pessoas:

"A "arte cristã" não é discerinida por uma perspectiva regenerada sobre a vida como um todo, mas por um ponto de vista limitado sobre histórias bíblicas, santos, mártires e o relacionamento pessoal com Deus."

Quando terminar a leitura volto a comentar aqui minhas impressões sobre a obra como um todo. Enquando isso acompanhe os trechos da minha leitura e das de outros blogueiros em: Livros só mudam pessoas

Martins

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Diariamente aparece na mídia algum artista afirmando ter se convertido ao Evangelho. em seguida ao anúncio da conversão vem o anúncio do redirecionamento da carreira artística para o segmento "gospel". Feito isso aparece uma orda de pessoas apoiando o novo trabalho e divulgando exautivamente o dito artista. Até aí tudo bem. O grande problema é que geralmente se tratam de artístas medíocres.

Antes de analizar a qualidade do trabalho dos irmãos, paro para pensar sobre a forma de divulgação adotada. É um tal de "ex-isso" e "ex-aquilo" que chega a me dar ânsia de vômito. Porque, sinceramente, se a pessoa se converteu não há motivo para a insistencia em carregar a alcunha de sua carreia dita secular para seu novo "ministério"? Não consigo enxergar o que há de novo na vida de uma criatura que quer basear sua vida cristã em títulos e honrarias trazidas de um período anterior à sua conversão.

Longe de mim ser contra as pessoas usarem seus talentos a favor da Igreja. Só não suporto quando fazem a propaganda de seu nem sempre novo trabalho baseada naquilo que tanto dizem ter deixado para trás. E ainda oferecem um trabalho sem nenhuma qualidade, como se o povo cristão fosse um submercado cultural.

Só tenho uma coisa a dizer: se quer contribuir com a Igreja, que seja com a nova criatura que passou a ser, e não pelo fato de ser ex-alguma coisa.

E por favor, que venha com algo de qualidade, porque eu não apoio a mediocridade. Seja ela secular ou "gospel".


Martins

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Promoção de Aniversário do blog Amenidades da Cristandade: ganhe um livro do Max Lucado!

Para comemorar um ano de blogagem e também a vinda de Max Lucado ao Brasil, o blog Amenidades da Cristandade em parceria com a editora Thomas Nelson está sorteando um exemplar do livro "Derrubando Golias".

Para participar acesse o post abaixo do blog Amenidades da Cristandade para conferir as regras:

É nosso aniversário e você pode ganhar um livro de Max Lucado!

Corra pois a promoção vale apenas durante o mês de abril!

Saiba mais sobre a vinda de Max Lucado ao Brasil clicando aqui.

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